Por certo você já sentiu entrando numa espiral de cansaço e ansiedade por causa de sua rotina diária. A vida moderna trouxe muitas coisas boas, mas com ela vieram também condições que afetam nossa performance — especialmente no trabalho. Falo da exaustão física e mental, do estresse e da falta de tempo para recuperar.
Tem dificuldade para dormir? Costuma ter crises de ansiedade? Se sente cansado ou esgotado física e emocionalmente? Você pode estar chegando a um estado de exaustão muito grande — e muito próximo de um burnout. As causas são várias e frequentemente associadas à falta de controle sobre as próprias tarefas.
O que é a exaustão e seus principais sintomas
O sentimento de exaustão, física e mental, é o culminar da exposição prolongada a situações de estresse. O problema surge quando estamos constantemente sob esse efeito de impotência, quer na vida pessoal, quer na profissional — e se tende a entrar num ciclo vicioso, sem saída aparente.
Um agravante é que o ritmo elevado muitas vezes não dá tempo para percebermos os sintomas que provocam a exaustão. Aqui estão os principais sinais a observar:
"Você sempre sabe. Você tem necessidades básicas e, quando elas não são atendidas, seu corpo envia sinais. Fome, solidão, exaustão, sede e medo são todos sinais de que algo está faltando — e você precisa agir."
— Mel Robbins
Quais as principais causas da exaustão mental?
Os fatores causadores são muitos e, individualmente, podem parecer inócuos. O problema está quando essas causas se acumulam até um nível insuportável. As mais frequentes:
O que é o burnout — e o papel dos hormônios
Nosso cérebro não está formatado para ser estimulado sempre da mesma forma. Precisamos de duas coisas para cumprir nosso propósito: combustível (a motivação e vontade de fazer algo) e oportunidade (os objetivos e escolhas que colocamos para nós). De acordo com Loretta Breuning, do Inner Mammal Institute, o cérebro emite determinados hormônios de acordo com nossas necessidades:
Ocitocina
Fortalece laços e permite se relacionar emocionalmente. É gerada pelas conexões interpessoais.
Dopamina
Contribui para a criatividade e motivação. Está relacionada à dieta e a alcançar metas.
Serotonina
Surge ao completar objetivos e tarefas. Gera confiança e senso de conquista.
A criação de oportunidades e a concretização de objetivos por meio das relações interpessoais evitam, muitas vezes, a queda numa exaustão extrema — por desenvolver a capacidade de lidar com o estresse, a desmotivação e a apatia geral.
Como prevenir ou reverter a exaustão
No que diz respeito à exaustão, a palavra de ordem é prevenção. Eis uma série de hábitos simples — e comprovados — que você pode começar a praticar ainda hoje:
- Alimentação saudávelIngira nutrientes, vitaminas e proteínas através de alimentos variados. Mais do que prevenir a exaustão, previne doenças e mantém o corpo funcionando bem.
- Atividade físicaReduz os níveis de estresse e aumenta o bem-estar geral. Associada à boa dieta, é uma das combinações mais eficazes contra o burnout.
- Sono de qualidadeUm bom descanso é dos fatores mais importantes na prevenção da exaustão. Exercícios de relaxamento antes de dormir fazem diferença.
- HidrataçãoManter o corpo hidratado melhora o funcionamento interno e a disposição geral ao longo do dia.
- Reduzir cafeína e álcoolApesar do boost momentâneo, a cafeína reduz a energia a longo prazo. O álcool prejudica a qualidade do sono e desidrata o organismo.
- Meditação e mindfulnessReduz os níveis de estresse, melhora o sono e contribui para o bem-estar do corpo e da mente. É das ferramentas mais comprovadas para lidar com a exaustão.
Como o mindfulness pode ajudar a reduzir a ansiedade
O processo de melhora da ansiedade através do mindfulness é um processo de integração: todas as partes separadas, isoladas ou negadas devem ser integradas na consciência. O mindfulness se baseia em três objetivos fundamentais:
Tomar consciência das nossas experiências. Observar as respostas emocionais com maior clareza, reconhecer as ações internas e externas de evitação que realizamos para controlar a ansiedade.
Promover uma mudança radical de atitude diante da vida. Substituir a atitude mental muito crítica e controladora por uma postura mais amorosa, compassiva e sem julgamentos.
Melhorar a qualidade de vida em todas as áreas. Ênfase na flexibilidade cognitiva e no viver o presente para provocar mudanças que enriquecerão a vida.
A observação permanente — sem julgar os sentimentos relacionados à ansiedade, sem tentar escapar ou evitar — pode reduzir a reação emocional. O sofrimento, experienciado num contexto de aceitação, muda seu significado subjetivo. Isso leva a uma melhor tolerância às situações adversas.
Apesar da prevenção ser o melhor remédio, caso você já se encontre com sintomas de burnout intensos, pode ser necessário ajuda profissional. Não espere para pedir ajuda — um psicólogo ou psiquiatra pode ser o passo mais importante que você vai dar por si mesmo.
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